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Língua azul atinge Extremadura junto à fronteira com Portugal

Novo foco de serotipo 1 foi detetado numa exploração de ovinos em Belvís de Monroy, Cáceres. É o segundo caso confirmado na região este verão e surge a cerca de um mês da Feira Ganadera de Zafra.

A língua azul voltou a estar oficialmente presente nas duas províncias da Extremadura espanhola, depois de ter sido confirmado um novo foco numa exploração de ovinos de Belvís de Monroy, na província de Cáceres, numa zona do território extremenho próxima da fronteira com Portugal.

O foco, localizado na comarca de Campo Arañuelo, no nordeste da região, é do serotipo 1 e foi confirmado na passada quinta-feira, 27 de agosto, pelo laboratório de referência de Algete, em Madrid.

Foram detetados cinco animais positivos numa exploração com 416 ovinos.

O novo caso surge a cerca de um mês do início da Feira Ganadera de Zafra, um dos principais eventos pecuários da Extremadura.

Com este foco, a região passa a ter dois serotipos diferentes de língua azul identificados neste verão. O primeiro foi detetado a 11 de agosto numa exploração de Navalvillar de Pela, na província de Badajoz. Nesse caso, tratava-se do serotipo 8, numa exploração com cerca de 1.300 cabeças de ovino.

O que é a língua azul?

A língua azul, ou febre catarral ovina, é uma doença viral que afeta sobretudo os ruminantes, com particular impacto nos ovinos. Apesar do nome, a doença não é transmitida diretamente de animal para animal.

O vírus é transmitido principalmente através da picada de mosquitos do género Culicoides, que funcionam como vetores da doença.

Existem vários serotipos do vírus da língua azul e a presença de um serotipo não garante imunidade contra os restantes. A gravidade da doença pode também variar consoante o serotipo e as características dos animais afetados.

Nos ovinos, os sinais clínicos podem incluir febre, lesões e inflamação da boca, dificuldades respiratórias, edemas, hemorragias e dificuldade em caminhar. Em casos graves, a doença pode provocar a morte.

Pode afetar as pessoas?

Não. A língua azul não é uma doença transmissível aos seres humanos.

O problema é sobretudo veterinário e económico, devido à mortalidade dos animais, à redução da produção e às restrições à circulação e comercialização de animais.

Fonte :

https://www.suliberico.pt/

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